
Trabalho no Hospital de Pombal como auxiliar ao serviço de cirurgia, no qual são diariamente operados doentes com cancro. E também eu fui operada pela primeira vez. Fiquei aterrorizada e com medo de ser o fim…
Mas quando me disseram que os meus filhos tinham 90% de probabilidade de vir a contrair esta doença decidi que tinha de viver, tinha uma missão a cumprir! Tentei arranjar armas para combater esta batalha. Os dois primeiros anos foram difíceis mas depois passei a levar uma vida normal.
Agora, passados sete anos, a 2 de Abril de 2008, o flagelo regressou à minha vida. Fui de novo submetida a mais uma operação e novamente quimioterapia. Como se não fosse o bastante, fiquei sem intestino e tive que me habituar a viver com o saco.
Apesar da difícil batalha que enfrento hoje, estou convicta de que vou conseguir vencê-la: nem que seja por mais sete anos.”
Carta enviada por:
Rosinda Ferreira Gonçalves
Pombal
Revista Contact, Convatec, Bristol Myers Squibb, SA, Paço de Arcos, nº2 2008/2009, pág 5