Veja com cuidado e descubra a ternura, o amor!
Gabinete de Atendimento ao Utente Ostomizado Centro de Saúde de Santa Maria da Feira - ACES Entre Douro e Vouga I
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Pólipos...

Um pólipo é um crescimento de tecido da parede intestinal, geralmente não canceroso, que se desenvolve dentro do intestino.
Os pólipos podem crescer com ou sem pedículo e o seu tamanho varia consideravelmente. O mais habitual é que os pólipos se desenvolvam no recto e no segmento inferior do intestino grosso. É raro que o façam mais acima.
Cerca de 25 % das pessoas com cancro do cólon têm também pólipos em qualquer outro lugar do intestino grosso. Há sinais evidentes de que os pólipos adenomatosos são propensos a tornar-se cancerosos se se deixar que permaneçam no intestino grosso. Quanto maior for o pólipo, maior é o risco de este ser maligno.
Sintomas e diagnóstico
A maioria dos pólipos não provoca sintomas, mas o sintoma mais comum é a hemorragia pelo recto. Um pólipo grande pode provocar cólicas, dor abdominal ou obstrução intestinal. Em situações raras, um pólipo com uma haste comprida pode crescer através do ânus.

Os pólipos grandes com prolongamentos em forma de dedos (adenomas vilosos) podem excretar água e sais, provocando uma diarreia aquosa intensa que pode resultar em valores baixos de potássio no sangue (hipopotassemia). Este tipo de pólipo é mais propenso a ser ou a tornar-se canceroso.
Os pólipos normalmente são descobertos durante uma sigmoidoscopia de rotina (exame do recto e da parte inferior do intestino grosso mediante um tubo flexível de visualização).
Quando este exame mostra um pólipo, efectua-se uma colonoscopia (exame do intestino grosso através de um tubo flexível de visualização) da totalidade do intestino grosso.

A colonoscopia também permite ao médico fazer uma biopsia de qualquer área que possa ser suspeita de cancro.
Tratamento
Em primeiro lugar, são administrados laxativos e clisteres para limpar o intestino. Depois, eliminam-se os pólipos durante a colonoscopia, usando um instrumento cortante ou um laço de arame electrificado
Se o pólipo não tiver pedículo ou não se puder remover durante a colonoscopia, pode ser necessária a cirurgia.
Um anatomopatologista examina os pólipos que forem extraídos. Se forem malignos, o tratamento dependerá de vários factores. Por exemplo, o risco do cancro se espalhar é maior se tiver invadido o pedículo do pólipo ou se a invasão for perto do ponto seccionado.
Se o risco for baixo, não é necessário mais tratamento. Caso contrário, extirpa-se (remove-se) cirurgicamente a porção afectada do cólon e voltam a unir-se os segmentos livres.
Quando se extrai um pólipo, deve explorar-se de novo a totalidade do intestino mediante uma colonoscopia no ano seguinte e, depois, a intervalos determinados pelo médico.
Se não se puder fazer o exame devido a um estreitamento do cólon, pode-se fazer um clister com papa de bário. Qualquer pólipo novo deve ser extirpado.
Consulta de Enfermagem ao Utente Ostomizado
__________________________________________________Paula Leite
Bibliografia
www.manualmerck.net
Liga de Ostomizados de Portugal “Dia Mundial do Ostomizado – Juntos para o
próximo milénio “ ; Santa Maria da Feira, Outubro, 1999.
__________________________________________________Paula Leite
Bibliografia
www.manualmerck.net
Liga de Ostomizados de Portugal “Dia Mundial do Ostomizado – Juntos para o
próximo milénio “ ; Santa Maria da Feira, Outubro, 1999.
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