Gabinete de Atendimento ao Utente Ostomizado Centro de Saúde de Santa Maria da Feira - ACES Entre Douro e Vouga I
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A Grávida com Ostomia - Parte I
A grávida com ostomia depara-se com várias mudanças durante o período pré-natal. Para além das mudanças comuns da gravidez, a grávida com ostomia experimenta mudanças adicionais, nomeadamente ao nível da auto-imagem e do auto-conceito, do stress dos cuidados diários ao estoma, entre outros. Vários autores têm demonstrado, no entanto, que a grávida com ostomia pode ter uma experiência de gravidez, parto e pós-parto normal. No entanto, a mulher com ostomia deve ter precauções muito cedo, durante o período pré-concepcional (mesmo antes da gravidez), de modo a que receba informações específicas para que sejam detectados precocemente sinais e sintomas de complicações.Em termos de alimentação, a grávida com ostomia deve atender aos mesmos cuidados que as grávidas em geral, fazendo uma alimentação variada, rica em nutrientes essenciais, e com a quantidade de calorias adequada à fase de desenvolvimento fetal. No entanto, será nec
essário um suplemento de ácido fólico e de vitaminas devido à maior dificuldade de absorção dos alimentos. A dieta deve ser planeada conjuntamente com as modificações do estoma para facilitar o crescimento do feto. Deve ser dada atenção ao controlo do gás e do odor. O gás do intestino provém do ar que é deglutido (engolido), das bebidas com gás e da acção das bactérias sobre a comida indigesta. A grávida com ostomia não deve ingerir as chamadas “fast food” e bebidas gaseificadas. Para prevenir o odor, existem ainda sacos mais adequados. Outra medida de controlo é a utilização de desodorizantes no saco de ostomia.No primeiro trimestre são comuns, em cerca de 80% das grávidas, as náuseas e os vómitos. A grávida com ostomia deve comunicar à equipa de saúde se os vómitos ocorrerem mais do que uma vez por dia, ou se tiver sinais de desidratação tais como a urina muito concentrada (escura) e a boca seca, uma vez que pode colocar em risco o equilíbrio de líquidos e nutrientes. São perdidos cerca de 500 a 750 ml de líquidos por dia através do estoma comparando com os 100 a 200 ml de líquidos perdidos pela maioria das pessoas que têm u
m intestino intacto. Os cuidados a ter no caso de náuseas e vómitos são: evitar o contacto com cheiros intensos; comer tostas ou bolachas secas antes de levantar de manhã da cama; ingerir refeições pequenas, mas frequentes; evitar alimentos gordurosos ou muito condimentados; ingerir líquidos frequentemente entre as refeições. Se ocorrer, no entanto, a desidratação, terão de ser administrados líquidos e electrólitos por via endovenosa (pelas veias).A grávida com ostomia deve participar num curso de preparação para o parto pelo método psicoprofilático de Lamaze que consiste essencialmente na realização de exercícios físicos, exercícios de relaxamento e respiratórios.
A grávid
a com ostomia tem habitualmente um trabalho de parto e parto semelhante ao de qualquer outra grávida. A maioria dos partos é vaginal. A taxa de nascimentos por cesariana nas grávidas com estomas é de cerca de 27%, semelhante à população geral. Recomenda-se durante o período expulsivo a observação do estoma durante e após a contracção e episódio de puxo.__________Sónia Soares Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira
BIBLIOGRAFIA
Aukamp V, Sredl D. Collaborative care management for a pregnant woman with an ostomy. Complement Ther Nurs Midwifery. 2004 Feb; 10 (1): 5-12.
Sredl D, Aukamp V. Evidence-based nursing care management for the pregnant woman with an ostomy. J Wound Ostomy Continence Nurs. 2006 Jan-Feb; 33 (1):42-9.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O Testemunho do Sr. RR
Boa tarde!!!Quando detectado já era um tumor e tive que retirar; foram 4 cirurgias em 7 meses já que a primeira ficou interrompida e teve que ser refeita, enquanto isso usava bolsa de colostomia. Fui para a cirurgia pensando que seria última (fechamento da bolsa) ao voltar dela não conseguia ingerir alimentos após dois dias (2) voltei para cirurgia novamente e tive que abrir para que uma das alças do intestino fosse refeita.
Enfim foram 4 cirurgias 3 no mesmo local (35 cm) e uma p/ fechamento da colostomia.Em 2008 Junho fui fazer uma operação da uma hérnia originada pelas cirurgias de 2005. Dia 09 Junho entrei no hospital para ficar no máximo 5 dias. Acabei pegando uma infecção generalizada, UCI p/ 30 dias sendo 10 em coma e 4 meses e meio de hospital c/ alimentação parenteral e muitos medicamentos, passei por mais 7 cirurgias, retiraram 4 metros do meu intestino. Voltei para casa dia 16 Outubro um dia após fazer 58 anos, fiquei mais 3 meses c/ aparelhagem de sucção e sonda no intestino p/ 24 horas.Hoje uso bolsa de Ilostomia igual a de colostomia, a diferença é que sai muito mais liquida.
A adaptação à bolsa foi muito mais difícil que da 1ª vez em 2005, hoje o local é irregular e necessita de uma bolsa côncava e é usado muita cola (pasta adesiva) "Convatec ou Adapt".
Obs:… O governo da estes materiais (Caríssimos) gratuitamente é um direito seu procure se informar em postos de sua cidade.Hoje eu viajo, passei muito e dirijo todos os dias e o jeito mais fácil p/ o uso do cinto é prender ele antes de você se sentar e colocando apenas a parte superior (foi o meu jeito) não existe lei que regulamenta isso, use o bom senso caso você seja parado pelo policia.
"Para DEUS nada é impossível"
Comentário do Sr. RR no nosso blog a 5 de Maio de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
VENCER O CANCRO É POSSÍVEL!
“Hoje vou contar a história de Cesaltina Barreto, mulher corajosa alentejana natural de Elvas, e que viveu desde nova em Leiria, devido à transferência de seu marido que era militar. terça-feira, 9 de junho de 2009
O voo dos gansos
Devemos considerar que a união faz a força, sobretudo quando partilhamos objectivos comuns.
Uma palavra de alento renova as forças e cria recursos imprescindíveis à valorização das competências de cada um.
A solidariedade e a entreajuda ajudam a enfrentar a adversidade com as experiências e recursos de cada um
Colaboração: fátima pereira
segunda-feira, 4 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Vencer esta batalha, nem que seja por mais sete anos…
“A minha história começa em 2001, tinha 44 anos, quando fui operada pela primeira vez a um carcinoma no recto. Passados sete anos fui operada pela segunda vez.Trabalho no Hospital de Pombal como auxiliar ao serviço de cirurgia, no qual são diariamente operados doentes com cancro. E também eu fui operada pela primeira vez. Fiquei aterrorizada e com medo de ser o fim…
Mas quando me disseram que os meus filhos tinham 90% de probabilidade de vir a contrair esta doença decidi que tinha de viver, tinha uma missão a cumprir! Tentei arranjar armas para combater esta batalha. Os dois primeiros anos foram difíceis mas depois passei a levar uma vida normal.
Agora, passados sete anos, a 2 de Abril de 2008, o flagelo regressou à minha vida. Fui de novo submetida a mais uma operação e novamente quimioterapia. Como se não fosse o bastante, fiquei sem intestino e tive que me habituar a viver com o saco.
Apesar da difícil batalha que enfrento hoje, estou convicta de que vou conseguir vencê-la: nem que seja por mais sete anos.”
Carta enviada por:
Rosinda Ferreira Gonçalves
Pombal
Revista Contact, Convatec, Bristol Myers Squibb, SA, Paço de Arcos, nº2 2008/2009, pág 5
domingo, 26 de abril de 2009
Manter-se informado…Perguntas e Respostas!
Eu guio muito e receio que o cinto de segurança lesione o meu estoma. O que fazer?
Na generalidade, um cinto de segurança ajustado correctamente não deverá interferir com o estoma. Contudo, se fizer uma travagem brusca, a tensão no cinto de segurança aumentará e corre o risco de causar lesões. Como passa tanto tempo ao volante, talvez seja boa ideia tomar medidas de prevenção. Há produtos “protectores” que podem ser colocados sobre o estoma e sistemas de saco. Pode também adquirir numa loja de automóveis uma capa de pele de ovelha para almofadar o cinto de segurança, caso fique colocado directamente sobre o estoma. Caso não resulte estas soluções, o ostomizado tem uma legislação específica relativamente ao uso do cinto de segurança. Consulte o Delegado de Saúde do Centro de Saúde onde está inscrita.
É possível mudar o saco quando o estoma está activo?
Eis algumas sugestões genéricas:
- Sempre que possível, troque o seu sistema de saco quando o estoma estiver menos activo, como por exemplo de manhã antes de comer ou beber;
- Prepare o equipamento de que vai precisar antes de remover o saco usado (tendo á mão uma esponja, água e sabão, toalha, papel higiénico e qualquer outro material necessário);
- Retire o protector e o saco da embalagem, recorte o protector e retire o papel da parte de trás, tal como indicado nas instruções;
- Quando tiver tudo preparado, retire o sistema de saco usado e inicie o processo.
Espero que esta lista de verificação lhe seja útil poupando algum tempo e possível frustração.
Continua...
_____________________________________________________Paula Leite
Bibliografia:
Revista Contact “Para ajudar a equilibrar a sua vida”, nº 2 2008/2009, Convatec, Bristol Myers Squibb, S.A, Paço de Arcos, pág.6,7, 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Polipose Familiar
gado ao intestino delgado, às vezes os pólipos rectais desaparecem.
cuado através duma abertura na parede do abdómen. www.manualmerck.net
Liga de Ostomizados de Portugal “Dia Mundial do Ostomizado – Juntos para o
próximo milénio “ ; Santa Maria da Feira, Outubro, 1999.