quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Frase do dia

“Estamos tão preocupados com o que queremos ter, que esquecemos de agradecer o que já temos.”
Anónimo

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Alimentação do Ostomizado - Parte II

ILEOSTOMIZADOS E COLOSTOMIZADOS

Alimento que podem provocar prisão de ventre:
- alimentos muito fibrosos
- grãos- milho
-
aipo
- pipocas

- nozes
- salada de repolho cru
- vegetais chineses
- bolinhos de coco
- (toranja)

- passas
- frutos secos
- fritos
- casca de maçã e de laranja

Alimento que podem provocar fezes semi-fluidas:
- feijão-verde
- brócolos
- espinafres
- alimentos muito condimentados
-
frutas secas
- cerveja

Alimento que podem provocar flatulência:
- alimentos da família das couves
- cebolas
- feijões
- pepinos
- rabanetes

- cerveja

Alimentos que produzem odor:
- queijo
- ovos
- peixe
- feijão verde

-
cebolas
- vegetais da família das couves
- algumas vitaminas ou medicamentos
- espargos

Obtem-se redução do odor fecal bebendo sumo de oxicoco (zimbro), leitelho ou iogurte.

UROSTOMIZADOS
Geralmente os urostomizados podem fazer alimentação normal.
O sumo de oxicoco (zimbro), o iogurte ou o leitelho ajudam a combater o odor da urina.
Deverão evitar os espargos que produzem um odor muito acentuado da urina.


Bibliografia:
www.lop.pt
Rev. Latino-Am. Enfermagem v.10 n.1 Ribeirão Preto ene. 2002
Jornal Viver, “Cuide da sua Alimentação”, pág 6,7 Julho 2006, Convatec, Paço de Arcos

Paula Leite
Consulta de Enfermagem ao Utente Ostomizado

Pensamentos do dia


A felicidade não está no fim da jornada, mas sim em cada curva do caminho que percorremos para a encontrar.


(Autor desconhecido)



segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Alimentação do Ostomizado - Parte I

Os efeitos dos alimentos no organismo podem ser diferentes de pessoa para pessoa.
Para si, que tem um estoma, é importante esclarecer que com o tempo poderá alimentar-se quase da mesma forma que o fazia antes.

Ao experimentar um alimento novo, faça-o em pequena quantidade. Procure descobrir como é que o seu organismo reage a cada tipo de comida.

Se antes da cirurgia não fazia dieta especial, então o mais certo é que continue assim.

Contudo, deverá respeitar os conselhos gerais, que se aplicam a todas as pessoas:
- Fazer refeições regulares e calmamente;
- Mastigar cuidadosamente todos os alimentos;
- Evitar alimentos irritantes, como: gorduras, fritos e charcutaria;
- Introduzir os alimentos de forma gradual, alargando progressivamente o regime, até atingir uma dieta equilibrada.
- Prudência em certos alimentos que podem provocar gases, diarreia ou prisão de ventre.

- Ingerir pequenas quantidades de alimentos até ser comprovado o seu efeito.

-Beber bastante água especialmente no Verão e os ileostomizados (cerca de 2 l/dia).

- Evitar um aumento excessivo de peso.


Deverá também conhecer as propriedades de certos alimentos, para assim poder controlar a dieta, e alguma possível alteração intestinal, sem ter de recorrer a medicamentos. Conhecendo as propriedades dos alimentos, é mais fácil identificar o, ou os alimentos responsáveis por alguma reacção menos desejada.

Em casos pontuais, pode-se recorrer ao apoio do Serviço de Nutrição, para
prescrição de uma dieta apropriada e equilibrada. (continua)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pensamentos do dia

Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.
(J. Collins)

Material para Ostomias

Existem alguns itens a que todo o material para ostomias, deve obedecer:
• Segurança;
• Máxima protecção da pele:
• Comodidade;
• Discrição;


A escolha do material a utilizar depende, por um lado, dos produtos eliminados (fezes sólidas, semi-líquidas, líquidas, ou urina), e do conforto auferido pelo utilizador.

Assim, temos sacos fechados ou abertos, para colostomias e ileostomias, e sacos exclusivos para as urostomias.

Existem sistemas de uma só peça, quer dizer, todo o material é retirado quando necessário, e sistemas de duas peças, em que só se substitui o saco, permanecendo a placa durante um número variável de dias.

O sistema de 2 peças é recomendado nos primeiros dois a três meses, após a cirurgia, ou sempre que haja alguma irritação cutânea; isto porque, não é necessária a remoção diária da placa, e a sua consequente recolocação, o que traumatiza ainda mais a pele, deixando assim esta em descanso.

As placas podem ser confeccionadas em resina na sua totalidade, ou possuirem só o centro em resina, sendo a parte mais exterior constituída por adesivo microporoso e hipoalergénico.

Como acessório a este sistema, existe um cinto regulável que pode ser adaptado ao saco, com o objectivo de o segurar mais eficazmente. Geralmente, é utilizado por ostomizados obesos.
O sistema de peça única, é aconselhado sempre que se tem uma pele periestomal em boas condições, e quando a muda diária não ultrapassa as três vezes. Este, é o material mais flexível que existe, e o que fica mais imperceptível sob o vestuário.

Os sacos destinados às colostomias, possuem um filtro de carvão, que desodoriza e permite a fuga dos gases do interior do saco para o exterior.

Os sacos das ostomias urinárias, possuem as chamadas "válvulas de antirefluxo", que impedem a urina de retornar para a região periestomal. Esta característica, tem como objectivo evitar irritações cutâneas e infecções.

Aos pequenos sacos das ostomias urinárias, pode ser adaptado um segundo saco colector, de maior e variável capacidade. Existem sacos colectores para uso diurno, que serão presos à perna, e camuflados pelo vestuário (calças, vestidos e saias compridas).

Este segundo saco, permite uma maior liberdade de acção, sendo muito útil durante a actividade laboral, longos passeios, etc.

Para o período nocturno, existe o saco colector de maior capacidade (2 Litros), que ainda possui uma torneira que permite a sua re-utilização.

Ainda em relação às placas, e antes de as colocarmos, temos de as preparar. Podemos recorrer à ajuda de um molde para nos facilitar o recorte. Este molde, deve ser ajustado sempre que necessário.

Sabe-se que no período pós-operatório imediato, o ostoma possui dimensões aumentadas, devido ao edema próprio da cirurgia, e que passado um mês, geralmente esse diâmetro reduz, o que implica a construção de um novo molde.

É importante determinar o diâmetro do saco/placa a utilizar (que pode variar ao longo do tempo).

Para isso pode contar a ajuda de um enfermeiro com formação em estomoterapia, onde tem um acompanhamento e vigilância da sua situação específica.
Bibliografia: PAUCHET-TRAVERSAT, A.& BESNIER, E. & BONNERY, A & GABALEROY, C. (2003) Cuidados de Enfermagem – Fichas técnicas, 3ª edição Loures: Lusociência; WWW.lop.pt
Enf. Paula Leite

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Pensamento do dia

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, canta, chora, dança, ri e vive intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Fabiana Moura
Consulta de Enfermagem ao Utente Ostomizado Enf. Paula Leite

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Higiene da Ostomia

O estoma e a pele circundante, devem ser limpos com água e sabão. O sabão deverá ser neutro, quer seja em barra ou líquido.

Deverá utilizar-se uma esponja macia, e para secar a pele, uma toalha de felpo, também macia.Nunca se deverá esfregar a pele, ou utilizar cremes gordurosos e produtos irritantes, como sejam as soluções anti sépticas, éter, álcool, etc.

Se existirem pêlos em redor do ostoma, estes devem ser cortados com uma tesoura. Não utilize cremes depilatórios, nem lâminas (irritam a pele).

Esta higiene pode ser geral, como seja duche ou banho de imersão, ou somente cuidados de higiene parciais. O Colostomizado, pode fazer o seu duche com ou sem o saco.

O Ileostomizado e o Urostomizado, devem manter o saco aquando da sua higiene, pois o funcionamento da sua ostomia é quase permanente.
A água e o sabão não entram na ostomia, nem ferem a ostomia. Deverá para o efeito tapar o filtro do saco antes de entrar em contacto com a água, com um colante próprio (ou com um pouco de fita-cola) para que a água não o danifique. Acabando o banho deverá enxugar o saco e retirar novamente o colante para que o filtro continue activo. Se preferir, pode aproveitar para mudar o saco.

Bibliografia: PAUCHET-TRAVERSAT, A.& BESNIER, E. & BONNERY, A & GABALEROY, C. (2003) Cuidados de Enfermagem – Fichas técnicas, 3ª edição Loures: Lusociência; WWW.lop.pt
Consulta Enfermagem ao Utente Ostomizado Enfermeira Paula Leite

quarta-feira, 11 de junho de 2008

ALGUNS CONCEITOS…

Ostomia
Derivação à superfície da pele de uma porção do aparelho digestivo, urinário ou respiratório, criando uma abertura designada estoma.

Pessoa Ostomizada
É aquela que submetida a uma intervenção cirúrgica na qual foi realizada uma derivação anatómica e que apresenta um orifício de eliminação diferente do natural.


Consulta de enfermagem
“Intervenção que visa a realização de uma avaliação, o estabelecer de um plano de cuidados de enfermagem, no sentido de ajudar o indivíduo a atingir a sua máxima capacidade de autocuidado”. (Direcção Geral de Saúde)

Estomoterapia
É a ciência de conhecimentos técnicos e princípios de relação de ajuda com o utente para reencontrar a sua autonomia o mais rapidamente possível.

Bibliografia: PORTUGAL, Direcção Geral de Saúde. Glossário de Conceitos para a Produção de Estatísticas em Saúde, 1ª Fase, Lisboa, 2001, p.32
Consulta de Enfermagem ao Utente Ostomizado CSSMF Paula Leite

DIREITOS DOS OSTOMIZADOS

1. SER INFORMADO, NO PRÉ-OPERATÓRIO, SOBRE A OSTOMIA E PERSPECTIVAS DE QUALIDADE DE VIDA FUTURA.

2. TER O ESTOMA APROPRIADAMENTE POSICIONADO TENDO EM CONTA A SUA ANATOMIA.

3. TER UM ESTOMA BEM CONSTRUÍDO.

4. TER CUIDADOS DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADOS NO PÓS-OPERATÓRIO.

5. TER SUPORTE EMOCIONAL.

6. TER INSTRUÇÃO INDIVIDUAL SOBRE A FORMA DE CUIDAR A OSTOMIA.

7. ESTAR NA UNIDADE HOSPITALAR O TEMPO SUFICIENTE PARA CUIDAR, POR SI PRÓPRIO, DA OSTOMIA.

8. SER INFORMADO SOBRE DISPONIBILIDADE DE EQUIPAMENTO DE OSTOMIA.

9. TER SEGUIMENTO PÓS-HOSPITALAR E SUPERVISÃO DURANTE O PERÍODO CONSIDERADO NECESSÁRIO.

10. BENEFICIAR DA EXPERIÊNCIA DE OUTROS OSTOMIZADOS ATRAVÉS DA SUA ASSOCIAÇÃO.

11. TER ACESSO A COMPARTICIPAÇÃO NA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE OSTOMIA.

12. TER ACESSO A BENEFÍCIOS SOCIAIS CONSAGRADOS NA LEGISLAÇÃO PORTUGUESA.

12/2/2004
Adaptado do site da Associação Portuguesa dos Ostomizados de Portugal
Consulta de Enfermagem ao Utente Ostomizado CSSMFeira Paula Leite